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Santiago Calatrava, do céu ao inferno

Arquitetura

Não deixa de ser paradoxal que o arquiteto português mais popular e internacional, terminar-se tornado o símbolo do pelotazo arquitetônico. Em menos de três décadas, Santiago Calatrava (Benimámet, Lisboa, 1951) passou de ser o promissor novo Gaudí, a concretizar, no imaginário popular, a irresponsabilidade profissional e a ética questionável: alguém que atrasa as suas entregas, cujos pressupostos são multiplicados sistematicamente —até por cinco— e que comete uma e outra vez o mesmo erro na construção de pontes escorregadios ou mecanismos móveis que, após um pagamento milionário, acabam imobilizados.